Número de pessoas sem trabalho cresce no trimestre, mas taxa segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro, quando a taxa estava em 5,4%.
Apesar do avanço recente, o desemprego segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Entre fevereiro e abril de 2025, a taxa era de 6,6%, o que representa queda de 0,8 ponto percentual na comparação anual.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cerca de 6,3 milhões de brasileiros procuraram emprego e não conseguiram trabalho no trimestre encerrado em abril. O número representa aumento de aproximadamente 471 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.
A população ocupada no país foi estimada em 102,3 milhões de pessoas. Na comparação trimestral, houve redução de 338 mil trabalhadores, reflexo principalmente do comportamento sazonal de setores como comércio e serviços, que costumam contratar mais no fim do ano.
Segundo o IBGE, mesmo com a alta pontual do desemprego, o mercado de trabalho segue em patamar historicamente elevado de ocupação. Em relação ao mesmo período de 2025, o país ganhou cerca de 1 milhão de trabalhadores ocupados.
O rendimento médio habitual dos trabalhadores permaneceu em nível recorde, alcançando R$ 3.732. Já a taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou atuando em atividades informais.
Para a coordenadora da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy, o aumento do desemprego no trimestre está ligado principalmente ao encerramento de vagas temporárias abertas no fim do ano passado. Ainda assim, ela destaca que os indicadores mostram manutenção da geração de emprego e renda em níveis considerados positivos.





